Ele tinha 38 anos.
Contam que vivia sozinho há anos, desde que os pais faleceram e se desentendeu com o irmão. Por dinheiro os dois teriam brigado até que não sobrasse mais nada da herança.
Eu o via frequentemente no bar/vendinha da esquina. Embora muitos o frenquentem para consumir cachaça todos eram educados e respeitadores, exigência para fazer parte do local.
Ele nunca me pareceu exatamente bêbado. Era loiro, tinha grandes olhos azuis. Não fosse pela falta de alguns dentes e o inchaço que o álcool acarreta, seria até possível dizer que era bonito.
Contava apenas com os amigos.
Mais havia outras coisas das quais eu, de longe, nem suspeitava. Não era só cigarro e álcool.
O coração deu aviso uma semana antes. Foi para a emergência e voltou. Alarme falso? Não. Alguns dias depois foi encontrado morto, no quartinho onde vivia.
Monday, 14 December 2009
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