Escrever é exercício duro. Assim como a malhação quer persistência e constância, é igualmente voltar a escrever depois de tempos longe das teclas...
Parece necessário exercitar as idéias com afinco, colocadas em ordem, multiplicar os frutos.
Sou um péssimo exemplo nos dois aspectos. Na academia paguei um mês e fui uma vez só. Quanto a escrever deixei de lado há muito tempo. Mas também não vejo grande defeito nisso, já que nunca gostei muito do que escrevi.
Confesso que é gostoso reler antigos posts e me lembrar das emoções que me moveram a escrever como escrevi.
Hoje é o segundo dia do meu retorno e estou aqui escrevendo. Talvez uma demonstração de disciplina... E também deverei voltar a fazer exercícios físicos.
A cardiologista pediu uma série de exames... Aparentemente está tudo bem... embora eu não tenha resistido mais de três minutos durante o teste ergométrico.
Conforme os anos vão passando a gente percebe que o corpo está diferente; não só por uma mudança de forma mas também no modo como ele reage... Há dez anos atrás, por exemplo, bastava não jantar por uma semana para emagrecer.
Antigamente também era mais fácil sentar-se em frente a máquina de escrever (sim, eu tive duas) e quase sem pensar deixar fluir os pensamentos.
Me pergunto como foi que perdi essa capacidade. Me pergunto em que momento deixei de ser capaz de me definir, expor, confessar.
Curioso é que não me sinto velha. Não sinto como se estivesse chegando aos quarenta anos. Sinto-me ainda na casa dos "meus vinte e poucos anos" mesmo que o corpo não mais corresponda.
Por hoje é isso.
Friday, 13 April 2012
Wednesday, 11 April 2012
Sweet dreams ARE made of this.
Sweet dreams... Todos nós os temos embora muitas vezes eles permaneçam como um papel sem importância, esquecido no fundo de uma gaveta.
Sou de um tempo em que se ensinava a não usar a palavra sonho, temendo que ela pudesse dar um ar superficial ao discurso. O indicado era ter planos, projetos. Pois estou eu aqui a protestar...Sonhos nos movem, nos tiram da cama a cada dia, nos levam a estudar e trabalhar duro. E não me refiro a sonhos de consumo. Esses acabam trazendo uma felicidade momentânea. Logo depois que se tem aquilo que era tão desejado se percebe que não era tão importante assim.
Confesso - e é por isso que escrevo a esse respeito - que tenho me esquivado dos meus sonhos. Honestamente nem mesmo sei quais são eles.
Preciso de um tempo, um tempo muito especial, para sentar comigo mesma e definir que sonhos são esses, o que restou daqueles do passado e quais são os novos.
Contrariando as expectativas o outono tem sido azul e quente. Em breve devem chegar o frio e o cinza e eu me sentirei um pouco mais introspectiva.
Sou de um tempo em que se ensinava a não usar a palavra sonho, temendo que ela pudesse dar um ar superficial ao discurso. O indicado era ter planos, projetos. Pois estou eu aqui a protestar...Sonhos nos movem, nos tiram da cama a cada dia, nos levam a estudar e trabalhar duro. E não me refiro a sonhos de consumo. Esses acabam trazendo uma felicidade momentânea. Logo depois que se tem aquilo que era tão desejado se percebe que não era tão importante assim.
Confesso - e é por isso que escrevo a esse respeito - que tenho me esquivado dos meus sonhos. Honestamente nem mesmo sei quais são eles.
Preciso de um tempo, um tempo muito especial, para sentar comigo mesma e definir que sonhos são esses, o que restou daqueles do passado e quais são os novos.
Contrariando as expectativas o outono tem sido azul e quente. Em breve devem chegar o frio e o cinza e eu me sentirei um pouco mais introspectiva.
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