Continuo não sentindo nada. E, portanto, há pouco a dizer.
Não sentir nada já é sentir algo?
Estranho apertar o DELETE das emoções. Estranho apagar, leave behind...acontecimentos, sonhos...pessoas.
O céu está nublado. Amanhã estará cinza.
Me sinto bem. A anestesia das emoções funciona.
Aviso aos navegantes: tem alguém aqui!
Sunday, 5 October 2008
Friday, 26 September 2008
socorro e o revés do parto
socorro!
não estou sentindo nada
nem medo, nem calor, nem fogo
não vai dar mais pra chorar
nem pra rir
socorro!
alguma alma
mesmo que penada
me emreste suas penas
já não sinto amor, nem dor
já não sinto nada...
socorro!
alguém me dê um coração
que esse já não bate
nem apanha
por favor!
uma emoção pequena
qualquer coisa!
qualquer coisa que se sinta...
tem tantos sentimentos
deve ter algum que sirva
qualquer coisa
que se sinta
tem tantos sentimentos
deve ter algum que sirva
socorro!
alguma rua que me dê sentido
em qualquer cruzamento
acostamento, encruzilhada
socorro!
eu já não sinto nada...
parece o hino do deprimido. mas quem entende? ninguém entende. quem quer entender? ninguém quer entender. quem pode entender? ninguém pode entender.
algo que te rouba tudo. tudo mesmo.
o mais irônico é que esse não sentir nada é justamente sentir tudo. é lucidez extrema.
estou só. e meu coração - aquele arrítmico, intenso, tolo - ainda bate. ou, como diz a música, ainda apanha.
por que a gente ama?
por que a gente, quando ama, abre os olhos de manhã e o primeiro pensamento voa em direção àquela pessoa? por que até o cheiro dela a gente sente? por que aquela voz faz tanta falta? por que você daria tudo por uma carícia? e mais ainda que tudo, por um beijo...
romantismo? não.
saudade. leiam:
PEDAÇO DE MIM
Oh! Pedaço de mim
Oh! Metade afastada de mim
Leva o teu olhar
Que a saudade
É o pior tormento
É pior do que o esquecimento
É pior do que se entrevar
Oh! Pedaço de mim
Oh! Metade exilada de mim
Leva os teus sinais
Que a saudade dói como um barco
Que aos poucos descreve um arco
E evita atracar no cais
Oh! Pedaço de mim
Oh! Metade amputda de mim
Leva o que há de ti
Que a saudade dói latejada
É assim como uma fisgada
Num membro que já perdi
Oh! Pedaço de mim
Oh! Metade arrancada de mim
Leva o vulto teu
Que a saudade é o revés de um parto
A saudade é arrumar o quarto
Do filho que já morreu
Oh! Pedaço de mim
Oh! Metade adorada de mim
Lava os olhos meus
Que a saudade é o pior castigo...
não estou sentindo nada
nem medo, nem calor, nem fogo
não vai dar mais pra chorar
nem pra rir
socorro!
alguma alma
mesmo que penada
me emreste suas penas
já não sinto amor, nem dor
já não sinto nada...
socorro!
alguém me dê um coração
que esse já não bate
nem apanha
por favor!
uma emoção pequena
qualquer coisa!
qualquer coisa que se sinta...
tem tantos sentimentos
deve ter algum que sirva
qualquer coisa
que se sinta
tem tantos sentimentos
deve ter algum que sirva
socorro!
alguma rua que me dê sentido
em qualquer cruzamento
acostamento, encruzilhada
socorro!
eu já não sinto nada...
parece o hino do deprimido. mas quem entende? ninguém entende. quem quer entender? ninguém quer entender. quem pode entender? ninguém pode entender.
algo que te rouba tudo. tudo mesmo.
o mais irônico é que esse não sentir nada é justamente sentir tudo. é lucidez extrema.
estou só. e meu coração - aquele arrítmico, intenso, tolo - ainda bate. ou, como diz a música, ainda apanha.
por que a gente ama?
por que a gente, quando ama, abre os olhos de manhã e o primeiro pensamento voa em direção àquela pessoa? por que até o cheiro dela a gente sente? por que aquela voz faz tanta falta? por que você daria tudo por uma carícia? e mais ainda que tudo, por um beijo...
romantismo? não.
saudade. leiam:
PEDAÇO DE MIM
Oh! Pedaço de mim
Oh! Metade afastada de mim
Leva o teu olhar
Que a saudade
É o pior tormento
É pior do que o esquecimento
É pior do que se entrevar
Oh! Pedaço de mim
Oh! Metade exilada de mim
Leva os teus sinais
Que a saudade dói como um barco
Que aos poucos descreve um arco
E evita atracar no cais
Oh! Pedaço de mim
Oh! Metade amputda de mim
Leva o que há de ti
Que a saudade dói latejada
É assim como uma fisgada
Num membro que já perdi
Oh! Pedaço de mim
Oh! Metade arrancada de mim
Leva o vulto teu
Que a saudade é o revés de um parto
A saudade é arrumar o quarto
Do filho que já morreu
Oh! Pedaço de mim
Oh! Metade adorada de mim
Lava os olhos meus
Que a saudade é o pior castigo...
Monday, 22 September 2008
VIAGEM AO FUNDO DO EGO
HÁ UM LUGAR MÍSTICO EM MIM
ALGO ASSIM, BEM ESCONDIDO
UM PLANETA INEXPLORADO
UM HORIZONTE PERDIDO
ME EMBRENHEI NA MATA VIRGEM
COMO UM NATIVO ZUMBI
MERGULHEI FUNDO NO OCEANO
E COMO JACQUES COSTEAU PARTI
EXPLORADOR SEM EXPERIÊNCIA
MARINHEIRO DE PRIMEIRA VIAGEM
EMBARQUEI DE PEITO ABERTO
LEVANDO SÓ CORAGEM
CORAGEM PRA ENCARAR
FRENTE A FRENTE EU COMIGO
COMO SE ENCONTRA UM IRMÃO
NO EXÉRCITO INIMIGO
QUASE NO FIM DA ESTRADA
UMA VOZ VEIO ME DIZER
SE VOCÊ QUER SEGUIR, CUIDADO
NÃO VAI GOSTAR DO QUE VAI VER
E A VOLTA FOI DIFÍCIL
RETORNEI DE MÃOS VAZIAS
NESSA MINHA EGOTRIP
NÃO FUI DAVI, NEM FUI GOLIAS
EXPLORADOR SEM EXPERIÊNCIA
VIAJANTE SEM BAGAGEM
PERDI TUDO QUE EU TINHA
E O QUE EU TINHA ERA SÓ CORAGEM
A banda EGOTRIP, pelo que sei, teve vida curta. Era 1987. Lembro-me que o filho de Gilberto Gil fazia parte da banda. Cheguei a vê-los ao vivo no QUAL É A MÚSICA, do Sílvio Santos. Ele era, aliás, lindo. Morreu na virada do ano. Lembro até que Gil (o pai) deveria ter se apresentado numa festa de virada de ano. Margareth Menezes o substituiu e esse foi um trampolim para a exposição nacional. A banda acabou deixando mais dois sucessos, dois quais ainda lembro um de cabeça... Eles tinham tudo pra dar certo. A letra dessa música pode não ser uma pérola de poesia. Mas pra mim ela fez na ocasião - e ainda hoje faz - muito sentido.
Quem embarca numa egotrip de verdade?
Encarar "eu comigo" é pra poucos...
ALGO ASSIM, BEM ESCONDIDO
UM PLANETA INEXPLORADO
UM HORIZONTE PERDIDO
ME EMBRENHEI NA MATA VIRGEM
COMO UM NATIVO ZUMBI
MERGULHEI FUNDO NO OCEANO
E COMO JACQUES COSTEAU PARTI
EXPLORADOR SEM EXPERIÊNCIA
MARINHEIRO DE PRIMEIRA VIAGEM
EMBARQUEI DE PEITO ABERTO
LEVANDO SÓ CORAGEM
CORAGEM PRA ENCARAR
FRENTE A FRENTE EU COMIGO
COMO SE ENCONTRA UM IRMÃO
NO EXÉRCITO INIMIGO
QUASE NO FIM DA ESTRADA
UMA VOZ VEIO ME DIZER
SE VOCÊ QUER SEGUIR, CUIDADO
NÃO VAI GOSTAR DO QUE VAI VER
E A VOLTA FOI DIFÍCIL
RETORNEI DE MÃOS VAZIAS
NESSA MINHA EGOTRIP
NÃO FUI DAVI, NEM FUI GOLIAS
EXPLORADOR SEM EXPERIÊNCIA
VIAJANTE SEM BAGAGEM
PERDI TUDO QUE EU TINHA
E O QUE EU TINHA ERA SÓ CORAGEM
A banda EGOTRIP, pelo que sei, teve vida curta. Era 1987. Lembro-me que o filho de Gilberto Gil fazia parte da banda. Cheguei a vê-los ao vivo no QUAL É A MÚSICA, do Sílvio Santos. Ele era, aliás, lindo. Morreu na virada do ano. Lembro até que Gil (o pai) deveria ter se apresentado numa festa de virada de ano. Margareth Menezes o substituiu e esse foi um trampolim para a exposição nacional. A banda acabou deixando mais dois sucessos, dois quais ainda lembro um de cabeça... Eles tinham tudo pra dar certo. A letra dessa música pode não ser uma pérola de poesia. Mas pra mim ela fez na ocasião - e ainda hoje faz - muito sentido.
Quem embarca numa egotrip de verdade?
Encarar "eu comigo" é pra poucos...
Saturday, 20 September 2008
Sábado...um dia qualquer
É sábado. Chuvisca. O céu está cinza. Essa cor já foi a minha preferida. Hoje não tenho mais uma.
Lembro-me vividamente o fim do livro de Maria José Dupré que - creio - todos da minha geração leram: ÉRAMOS SEIS. Termina assim: "...cor de cinza, solidão."
Esse é meu primeiro post de verdade depois de um longo e tenebroso inverno pessoal. Honestamente ele continua... E escrever me parece muito mais difícil agora.
O que anda acontecendo no esporte, na política, na economia... comportamento, sociedade.... O que penso sobre isso não acrescentaria muito à visão de quem quer que seja.
Há tempos não ouço uma música. Sinto saudade de ouvir John Pizzarelli. E nada me relaxaria mais do que a brisa do mar e som do Samba do Avião na cabeça. Tudo imaginação.
Estou lendo um livro muito interessante: HEART, A PERSONAL JOURNEY THROUGH ITS MYTHS AND MEANINGS...by GAIL GODWIN. O coração é muito mais que "um músculo involuntário". E pulsa. Teimosamente pulsa. Sístole e diástole. O meu pulsa tanto que apresenta uma sístole extra. Arrítmico. O músculo. Intenso, o sentimento que ele bomba. O que sai, o que entra. O que entrou e nunca vai sair...
Vejo pessoas, leio coisas, falo. Como LYA LUFT em O LADO FATAL...fazemos coisas porque temos que fazer, porque elas se nos apresentam ou...forçam. Estão ali. Mas... Ela tinha um motivo. Eu também tenho um. Aliás, numa entrevista ela disse que não quer mais que o reeditem. Pena. O meu está perdido pelo mundo. É lindo, profundo, denso...verdadeiro. Como só uma mulher sabe ser.
Uma mulher...
Não fiz essas citações para ostentar uma suposta erudição. Já li muito, muito mesmo. Mas faz tempo. Aprendi um bocado de coisas e esqueci quase tudo. Minha alma num cárcere. Que poderia ser doce. Se o doce aqui estivesse...
Árido.
Ainda há algo por aqui. Gritinhos e risinhos me mantêm de pé. Às vezes. Lembro-me agora da Rosângela falando que "cheirava" a respiração do filho. E foi a primeira coisa que fiz quando chegamos da maternidade. Estava feliz e inteira, completa. Realmente completa... Também cheirei. O cheiro doce do amor.
Agora ele dorme.
Por hoje é só.
Lembro-me vividamente o fim do livro de Maria José Dupré que - creio - todos da minha geração leram: ÉRAMOS SEIS. Termina assim: "...cor de cinza, solidão."
Esse é meu primeiro post de verdade depois de um longo e tenebroso inverno pessoal. Honestamente ele continua... E escrever me parece muito mais difícil agora.
O que anda acontecendo no esporte, na política, na economia... comportamento, sociedade.... O que penso sobre isso não acrescentaria muito à visão de quem quer que seja.
Há tempos não ouço uma música. Sinto saudade de ouvir John Pizzarelli. E nada me relaxaria mais do que a brisa do mar e som do Samba do Avião na cabeça. Tudo imaginação.
Estou lendo um livro muito interessante: HEART, A PERSONAL JOURNEY THROUGH ITS MYTHS AND MEANINGS...by GAIL GODWIN. O coração é muito mais que "um músculo involuntário". E pulsa. Teimosamente pulsa. Sístole e diástole. O meu pulsa tanto que apresenta uma sístole extra. Arrítmico. O músculo. Intenso, o sentimento que ele bomba. O que sai, o que entra. O que entrou e nunca vai sair...
Vejo pessoas, leio coisas, falo. Como LYA LUFT em O LADO FATAL...fazemos coisas porque temos que fazer, porque elas se nos apresentam ou...forçam. Estão ali. Mas... Ela tinha um motivo. Eu também tenho um. Aliás, numa entrevista ela disse que não quer mais que o reeditem. Pena. O meu está perdido pelo mundo. É lindo, profundo, denso...verdadeiro. Como só uma mulher sabe ser.
Uma mulher...
Não fiz essas citações para ostentar uma suposta erudição. Já li muito, muito mesmo. Mas faz tempo. Aprendi um bocado de coisas e esqueci quase tudo. Minha alma num cárcere. Que poderia ser doce. Se o doce aqui estivesse...
Árido.
Ainda há algo por aqui. Gritinhos e risinhos me mantêm de pé. Às vezes. Lembro-me agora da Rosângela falando que "cheirava" a respiração do filho. E foi a primeira coisa que fiz quando chegamos da maternidade. Estava feliz e inteira, completa. Realmente completa... Também cheirei. O cheiro doce do amor.
Agora ele dorme.
Por hoje é só.
Wednesday, 6 August 2008
still alive
rapidinho...de passagem...só pra dizer que ele está sendo ressuscitado.
processo lento. mas vai voltar com força total.
processo lento. mas vai voltar com força total.
Wednesday, 30 January 2008
LAST BALLAD
Ainda não cortaram o sinal da internê. Os livros estão empacotados...então vou deixar a letras dessa canção que significa tanto pra mim:
MY CHERIE AMOUR
My cherie amour
Lovely as the summer day
My cherie amour
Distant as the Milky Way
My cherie amour
Pretty little woman I adore
You're the only girl my heart beats for
How I wish that you were mine
In the 'cafe
Or sometimes on the crowded street
I've been near you
But you've never noticed me
My cherie amour
Won't you tell me how could you ignore
That behind that little smile I wore
How I wished that you were mine
La la la....
Maybe someday
You'll see my face among the crowd
Maybe someday
I'll share your little distant cloud
Oh cherie amour
Pretty little woman I adore
You're the only thing my heart beats for
How I wish that you were mine
Inicia-se o grande período de silêncio. Tenho medo dele. Tornei-me viciada nessa tela e nela o mundo ao meu alcance. Mas percebi também que ela tem seu lado ruim. A gente deixa de fazer coisas por causa dela. Ontem, por imaginar que não estava disponível, sentei e li uma revista que estava comigo há uns vinte dias. E pretendo que seja assim com várias outras pendências de leitura e estudo. Além disso vou me dedicar à escrita sistemática porém descomprometida. Vou mergulhar no meu mundo, aquele que ninguém quer...
Pra isso a companhia que eu rejeitei, da qual fugi de modo por todos esses anos: O LIVRO DO DESASSOSSEGO.
Percebo que sou sim desassossegada. E isso tem um lado bom.
Beijo no rosto, devagarinho, daqueles que a gente sente a pele da pessoa. Abraço forte, de urso... e chutinhos de um menino lindo que está se preparando para chegar. Lamento não estar por aqui para falar sobre o efeito da sua chegada em mim.
Penso nele vinte e quatro horas por dia. E imagino a força dessa pequena criatura. O espanto de sabê-lo meu, de saber que ele agora está aqui, quentinho e protegido na sua casa de luxo. É, me disseram que em termos de espaço ele está numa mansão, tem bastante espaço para brincar.
Ele é a parte bonita do meu desassossego.
Tuesday, 29 January 2008
Aos leitores
Estarei desconectada da internet por tempo indefinido. Isso me assusta. Só agora me dou conta da importância dela na minha vida.
Mais do que o canal aberto com colegas e amigos, é também ferramenta para uma vida mais fácil e cômoda. Minhas leituras diárias e semanais farão muita falta.
O lado positivo é a dedicação a outros "projetos", o reencontro com os livros de papel mesmo, a força que a gente tem que fazer e o prazer que ela dá. Vou mergulhar na leitura e na escrita, sempre com objetivo. Talvez assim, sempre disponível, a expressão se banalize.
Pode ser que eu volte logo ou demore muuuito. Sem dúvida terei aprendido muito.
Agradeço a quem insiste em ler essas mal tecladas linhas. Peço desculpas pela exposição de questões pessoais ou quando a postagem foi pobre demais. Sou um ser humano cheio de defeitos. Mas com muita vontade de acertar.
Vou escrever muito!!! Aprendi que gosto mesmo disso, que é um ato terapêutico...para a alma. E que também meus livros ficam olhando, com ciúme. Já tive muitos - mais de 500 - hoje são pouquíssimos e possessivos. Vou cuidar deles com cuidado agora.
Leiam sempre, por favor. Gostaria de dizer "leiam qualquer coisa" mas sou preconceituosa demais pra isso. Leiam o que possa acrescentar algo. Não no sentido de ficar mais sabido (?) mas pra crescer mesmo. Já li muito na vida. Dos 12 aos 18 anos li mais do nos dez anos que vieram depois disso. Destaco HISTÓRIA DA RIQUEZA DO HOMEM e O POVO BRASILEIRO. E meu primeiro gozo literário, CONTOS, de Machado de Assis... A fase dos italianos. O descoberta de Policarpo Quaresma, 1984, A revolução dos bichos (na sexta série!!!).
Então, li uns livros poderosos, daqueles que impressionam (que tolice!) mas o meu preferido mesmo é O GATO MALHADO E A ANDORINHA SINHÁ, de Jorge Amado. Lindo, singelo, doce. Causa impacto semelhante a O PEQUENO PRÍNCIPE...e esse eu li aos 5 anos, com muito orgulho. Sim, eu já sabia ler!!!
Então leiam, meus queridos, leiam. Leiam e digiram, processem, fruam, gozem.
E se informem. Sempre mais de uma fonte e tenha certeza que a sua opinião é sua, que você não comprou, emprestou ou alugou de alguém. E que principalmente ela pode mudar sim.
Abraço forte e desde já saudoso.
Aniversário de São Paulo
No feriado de aniversário de São Paulo fica claro que a cidade não pára mesmo.
Na estação Sé do metrô o formigueiro hipnotiza com seu vai-e-vem. A atmosfera parece menos tensa que nos frenéticos dias úteis. Mas quando um rapaz passa correndo e atrás dele os seguranças, todo o sentimento de compaixão pela cidade se esvai. Estamos sim numa selva de pedra, árida e triste.
Dois amigos de mais de década se encontram novamente depois de sete anos de cartas, telefonemas, emails. Caminham pelo centro sentindo-se alvos móveis. A cidade mostra suas caras. E não há poesia. Tudo é aristocrático, rígido, comercial.
O paulistano não vive. Ele dá plantão, cumpre escala, expediente.
Nada mais apropriado que um bate-papo sob um céu cinza.
Sunday, 27 January 2008
THE HURTING TIME
and all the things you never said
or didn't have the strength to say
and everything you ever did
that time won't ever wash away
fears that you've been living with
tears that you've been living with
come running' down your face
A MILLION LITTLE DEATHS YOU'VE DIED
THE TIMES THAT YOU'VE BEEN CRUCIFIED
THE MORE YOU'VE LOVED AND LOST AND TRIED
that's when the hurting time begins...and you know it is never ending...it seems this longing will remain forever because the feeling is never ending as well. all the question you can't satisfactorily answer. all the people and their expectations. and the very feeling within is secondary. the hurting time is endless. and hurts mercilessly.
or didn't have the strength to say
and everything you ever did
that time won't ever wash away
fears that you've been living with
tears that you've been living with
come running' down your face
A MILLION LITTLE DEATHS YOU'VE DIED
THE TIMES THAT YOU'VE BEEN CRUCIFIED
THE MORE YOU'VE LOVED AND LOST AND TRIED
that's when the hurting time begins...and you know it is never ending...it seems this longing will remain forever because the feeling is never ending as well. all the question you can't satisfactorily answer. all the people and their expectations. and the very feeling within is secondary. the hurting time is endless. and hurts mercilessly.
Saturday, 26 January 2008
O Mestre Splinter
Sambinelli, meu querido amigo, me ensinou muita coisa. A mais engraçada e publicável é a amizade íntima com Mestre Splinter. Sabe como é, ele vive no bueiro. E quando estávamos na fossa (olhei no dicionário...é com ss mesmo!) nos dizíamos ao telefone: hoje eu e Splinter batemos altos papos, tomamos váaarias.
Ele é muito gentil. É a versão trash do garçom do Reginaldo Rossi. Ele também cansou de escutar dezenas de casos de amor... Tenho a imagem na cabeça: nós dois - às vezes três - sentados lá, chafurdando na lama.
O mais difícil foi o Splinter acabar com todas as minhas esperanças de encontrar a "píula" da amnésia...
Ele é muito gentil. É a versão trash do garçom do Reginaldo Rossi. Ele também cansou de escutar dezenas de casos de amor... Tenho a imagem na cabeça: nós dois - às vezes três - sentados lá, chafurdando na lama.
O mais difícil foi o Splinter acabar com todas as minhas esperanças de encontrar a "píula" da amnésia...
Thursday, 24 January 2008
MENINAS
Mais cenas:
A moça tinha uns trinta e poucos anos. Cabelos compridos, descoloridos, pranchados. Na mão uma pasta da barbie. Nos pés, unhas pintadas de marrom com florzinhas prateadas. Essa é a mulher feminina sobre a qual tanto já ouvi...especialmente quando queriam me convencer de que eu não era. Será? O estilo "tomara-que-me-coma", o cabelo de pantera, a atitude provocante...
Mais do mesmo: na loja de roupas infantis, arara dos macacões de menina, o rosa predonima... Um dos lindos modelos tinha a seguinte inscrição: VOU AO SHOPPING!
Então tá.
Mulher é fútil, frágil (daquelas com o dedinho entre os dentes), metade de alguém que vai sustentá-la e protegê-la, que vai legitimar sua existência.
Sou feminista e deveria ter nascido em outro lugar.
Wednesday, 23 January 2008
Duas cenas
Num self service de bairro, tv ligada, vídeo xô passando. No momento em que o último eliminado do BBB era notícia, a metade dos comensais parou para ver. Alguns comemoravam, outros lamentavam a saída do rapaz.
Um pouco à frente, na avenida, dois homens conversavam...sobre eleição. Um deles falou:
- Prefiro votar no Marcola, Abadia... Pensa bem, meu. Os "cara" só rouba da gente.
Sem juízo de valor, apenas uma constatação: cada um escolhe suas preocupações...
Sunday, 20 January 2008
?
Sabe que uma hora a gente cansa?
Cansa de tudo e de todas, do passado e do presente... cansa da gente mesmo.
Essa chuva insiste em continuar...
Hoje não estou bem. Hoje preciso mais do que nunca de uma palavra boa... sincera.
?
Cansa de tudo e de todas, do passado e do presente... cansa da gente mesmo.
Essa chuva insiste em continuar...
Hoje não estou bem. Hoje preciso mais do que nunca de uma palavra boa... sincera.
?
Friday, 18 January 2008
Só por hoje
Só por hoje vou fechar a janela, deitar e dormir o dia inteirinho.
Recarregar as baterias... renovar as energias... esquecer, lembrar...
Diz que o sono repara.
Boa noite.
Recarregar as baterias... renovar as energias... esquecer, lembrar...
Diz que o sono repara.
Boa noite.
POUSO FORÇADO
Hoje só amanhã, como diria Zé Simão.
Só quem atravessa as madrugadas sabe o que eu sei. Sabe a programação da tv, ouve o CBN Primeiras Notícias e "começa o dia bem informado"...
Assisto aos seriados - inconstantes - do SBT. Depois vem o Chaves e, na sequência, o primeiro jornal. Na "Grobo" tem uns desenhos doidos e um telecurso, Globo Rural...
Falando em notícia: as FARC são mais nefastas do que parecem. Ai, Juan Carlos, quanta sabedoria! Mil vezes 'por que no te callas!" ao bosta, excrecência do Hugo Chávez. É o supra sumo do lixo da América Latrina. E vem o Lulalácio falar que lá tem democracia... Bom, aqui teoricamente também tem. A democracia dos imóveis classe AAA, BMW's, Ferraris... e a febre amarela grassando. A gente sem dente, o funk das meninas mães, os filhos do tráfico, o metrô cheio (ai, chama o PSDB pra explicar)... Me sinto como o Cazuza pedindo uma ideologiga... ou aquela "eu sou um cara"... Transformaram mesmo - e Há Tempos (Legião) - num mega PUTEIRO. PUTEIRO.
Pára o mundo que eu quero descer!!! Quero, preciso, anseio. O que tá acontecendo, minha gente?
Tenho nojo, raiva, indignação. Mas por que as pessoas não falam a respeito? Por que as relações são baseadas no "comprei, comprei, ganhei, quero comprar"??? Por que ninguém parece se importar realmente? Basta uma exclamação de pseudo-indignação quando a "notícia" aparece no Jornal Nacional. Depois vem o Juvenal Antena e o draminha de conflito racial da novela. Tudo é esquecido. O importante é que as contas estão pagas, o carro novo na garagem, a roupa no armário, o cartão de crédito na carteira.
A ÚNICA coisa que me vingou ontem foi ouvir que a BRITISH AIRWAYS elogiou publicamente a atuação da tripulação no acidente. Que bom que em algum lugar não somos só um grupo de motoristas e garçons de avião... A merda é ter que ouvir as asneiras que a "imprensa" brasileira solta...
Ai, tô chata. Apaguem tudo. "Às vezes o que eu vejo quase ninguém vê".
Wednesday, 16 January 2008
BIQUINI CEROULA
Oooooi.
A febre é amarela.
O aumento do IOF é inconstitucional.
A CPMF é igual personagem de novela da Globo: não morreu e pode voltar.
O combustível é bio mas não se sustenta.
As FARC não são uma organização terrorista. Sequestrar é democrático (e revolucionário).
Fidel faz hora extra na Terra. E depois do câncer já não é mais tão apegado ao pudê.
Kassab, Serra ou Marta pra prefeito? Marta é pra presidente! No país do bundalelê, do close ginecológico nas passistas relaxar e gozar é o que há.
Barak ou Hilary? Giuliani??? Ai ai ai.
Eu gosto do Ahmadinejad?!
Não pode fazer topless nas praias de Santos. Mesmo que seja para fortalecer mamilos... Biquini indecente pode, sunga indecente...pode. Aqui tudo pode menos o que pode mesmo. Vou de biquini ceroula, grávida ou não. Sensualidade é o que mulheres não sensuais precisam demonstrar...nos biquinis, cabelos, unhas, badulaques... Tô out (e bota out nisso). Assim que der vou pra Dinamarca...
Que mais? Ah, se as atendentes paulistas amam o gerúndio as cariocas são curtas e grossas.
Errar é humano. Perdoar é canino.
Eu também quero o colírio alucinógeno do Zé Simão.
Sunday, 13 January 2008
Dimanche
Bom dia, dia.
Chuva, debaixo da coberta, quem a gente ama do lado, desenho na tv, nenê mexendo na barriga.
Notícia? Mais tarde eu penso. Que bom que posso escolher. Há quem não pense nunca...
Agora eu gosto de domingo.
Agora eu gosto de qualquer dia. Porque todo dia é dia de ser feliz. Porque agora eu sei o que é amor de verdade...
Chuva, debaixo da coberta, quem a gente ama do lado, desenho na tv, nenê mexendo na barriga.
Notícia? Mais tarde eu penso. Que bom que posso escolher. Há quem não pense nunca...
Agora eu gosto de domingo.
Agora eu gosto de qualquer dia. Porque todo dia é dia de ser feliz. Porque agora eu sei o que é amor de verdade...
Friday, 11 January 2008
Sobre as fêmeas
Somos as mães do mundo.
Essa força, essa beleza, esse encanto.
Cadelas que amamentam gatinhos órfãos, macacas que também adotam... É feminino amar.
Gerar outro ser humano dentro do próprio corpo é uma magia que só Deus pode entender. Imagine só: um ser humano! Ou de qualquer outra espécie. Viva o feminino!!!
O feminino no homem também. Aquele que reconhece e respeita. Que ama e é amado.
Depois o serzinho se alimenta...do corpo dessa fêmea. É dela que sai o néctar da vida. Comparando o leite de uma mãe americana bem nutrida e de uma senegalesa desnutrida...as taxas calóricas se equivalem. Enfim, fomos feitas para a vida.
Depois é ensinar tudo. Falar, andar, reconhecer o mundo, respeitar os outros seres.
É o olhar, a carícia, o aconchego, o porto seguro, o amor que não passa.
Deus abençoe todas a mulheres. E todos os homens que delas vieram ao mundo.
Deus abençõe todas as fêmeas. A leoa que cuida dos filhotes sozinha, o escorpião que cuida dos filhotes sozinho, o cavalo marinho... porque a vida não espera.
Em estado de graça...um beijo no coração de quem ama.
Thursday, 10 January 2008
EFEITO CURAU
Já que esse é meu espaço...
Incrível: devorei dois copinhos de curau e uma pamonha em dois minutos. Desejo é desejo... e tem que satisfazer.
O único que nunca vai passar é o desejo por feijão.
Eu tô numa felicidade tal que prefiro falar de mim. A libertação dos reféns, o Emmanuel, o Chávez...ah, deixa quem manja do assunto em profundidade falar.
Hoje - depois de muitos, muitos dissabores - aprecio a coerência mais do que qualquer outra virtude. Porque se a gente não casa o que fala com o que faz, o que sente com o que é...aí tem alguma coisa muito errada.
Tô feliz com tudo na minha vida, mesmo o que há de errado. Acho que esse é o ponto, o pulo do gato. Já fiz muita cagada, cagadas colossais, inacreditáveis... E também muita coisa certa que nem sempre deu certo. WALK YOUR TALK, sabe? Isso acho que não perdi. Graças a Deus a coerência me acompanha, ou eu a ela.
Eu não menti. E isso me alegra. Outro dia me surpreendi com uma música do Legião: AINDA PRETENDO TENTAR DESCOBRIR POR QUÊ É MAIS FORTE QUEM SABE MENTIR...
Já sei, já sei...é assim que é e pronto. Me conformo. Aceito. Sigo adiante.
Deixo tudo e todos pra trás. Tudo que não me destruiu nem fortaleceu - filosofia de boite - também. E tudo me ensinou quem nem sempre quando a gente perde, está perdendo mesmo. Hoje minha vida brilha mais que tudo. Hoje tenho um bebê...crescendo e chutando. Lindo! Que se exibe todo no ultrassom.
Há pouco tempo atrás achava que tinha perdido...e eram pessoas pequenas, pobres, fake.
Agora nada é fake. Então agradeço a Deus por tudo que aprendi, por tudo que ganhei...toda a farsa que se desfez.
Estou bem, feliz, plena e alegre. Continuo exatamente a mesma pessoa...só que mais serena e segura. Não lamento mais o que se foi, nem quem se foi.
Que Deus e só Ele abençoe a santa ignorância, a burrice visceral, a feiúra interior, a teimosia em negar a verdade...negar, negar, negar... fazer de conta que nunca houve, que não foi daquele jeito, que não se sente o que se sente... e que todos vivam felizes...do jeito que cada um pode.
Beijos gostosos de nenê que mexe toda hora.
Incrível: devorei dois copinhos de curau e uma pamonha em dois minutos. Desejo é desejo... e tem que satisfazer.
O único que nunca vai passar é o desejo por feijão.
Eu tô numa felicidade tal que prefiro falar de mim. A libertação dos reféns, o Emmanuel, o Chávez...ah, deixa quem manja do assunto em profundidade falar.
Hoje - depois de muitos, muitos dissabores - aprecio a coerência mais do que qualquer outra virtude. Porque se a gente não casa o que fala com o que faz, o que sente com o que é...aí tem alguma coisa muito errada.
Tô feliz com tudo na minha vida, mesmo o que há de errado. Acho que esse é o ponto, o pulo do gato. Já fiz muita cagada, cagadas colossais, inacreditáveis... E também muita coisa certa que nem sempre deu certo. WALK YOUR TALK, sabe? Isso acho que não perdi. Graças a Deus a coerência me acompanha, ou eu a ela.
Eu não menti. E isso me alegra. Outro dia me surpreendi com uma música do Legião: AINDA PRETENDO TENTAR DESCOBRIR POR QUÊ É MAIS FORTE QUEM SABE MENTIR...
Já sei, já sei...é assim que é e pronto. Me conformo. Aceito. Sigo adiante.
Deixo tudo e todos pra trás. Tudo que não me destruiu nem fortaleceu - filosofia de boite - também. E tudo me ensinou quem nem sempre quando a gente perde, está perdendo mesmo. Hoje minha vida brilha mais que tudo. Hoje tenho um bebê...crescendo e chutando. Lindo! Que se exibe todo no ultrassom.
Há pouco tempo atrás achava que tinha perdido...e eram pessoas pequenas, pobres, fake.
Agora nada é fake. Então agradeço a Deus por tudo que aprendi, por tudo que ganhei...toda a farsa que se desfez.
Estou bem, feliz, plena e alegre. Continuo exatamente a mesma pessoa...só que mais serena e segura. Não lamento mais o que se foi, nem quem se foi.
Que Deus e só Ele abençoe a santa ignorância, a burrice visceral, a feiúra interior, a teimosia em negar a verdade...negar, negar, negar... fazer de conta que nunca houve, que não foi daquele jeito, que não se sente o que se sente... e que todos vivam felizes...do jeito que cada um pode.
Beijos gostosos de nenê que mexe toda hora.
Wednesday, 9 January 2008
Correções
1. O eco das minhas palavras estará... e não estarão como escrevi... (concordância, né?)
2. O primeiro carrinho ao qual me referi é o dela, Adriana. Modelo 1000, já velhinho mas valente.
Próxima vez leio antes de postar.
2. O primeiro carrinho ao qual me referi é o dela, Adriana. Modelo 1000, já velhinho mas valente.
Próxima vez leio antes de postar.
MEMOIRS
Depois de muito tempo sem andar pelas ruas do Tatuapé, voltei lá ontem. Tudo continua igual. Desde lembranças mais longínquas, de quatro, cinco anos atrás...e outras mais recentes e não menos vivas...voltaram.
Estranho subir a Tuiuti de carro de novo. Sempre subo a pé. Lá em cima viramos à esquerda na Euclides Pacheco. Passei em frente ao lugar em que de alguma forma me redimi. A fachada está mais moderna. O eco das minhas palavras ainda estarão por lá? O aluno que não fazia a lição e chegava no sábado dizendo que tinha ido à missa. A missa em questão era a namorada e o lugar em que ambos tinham estado era bem profano. As rezas...os rituais... Como é bom ser jovem e estar apaixonado... Não me lembro mais como é e sei que nunca mais sentirei novamente. Não só por ter deixado a juventude em algum lugar mas também por não mais ser capaz de sentir que posso fazer tudo por alguém.
Fomos à Evolukit. Mostrei o que achei que ela precisava. Eu e minha tarefa - quase missão - de fazer a vida alheia evoluir, melhorar, crescer (a recíproca nem sempre é verdadeira). Duas estantes biblioteca... E aquela peleja pra por no carro. Detalhe: o carrinho já tinha dois pufes da TOKSTOK, aonde tínhamos ido antes. E antes dessa, compramos o carrinho do meu bebê e um kit berço também. Pagão, mijão, vira-manta... Termos do universo infantil, vasto e desconhecido para ambas.
Enfim, imagine esse carro... Mesmo assim ela levou as duas estantes desmontadas. Ah, depois para a editora DISAL pra comprar o dicionário de inglês que EU recomendei para o enésimo recomeço do inglês (esse monstro indomável). Uma rápida olhada nos E.G.U.s e descemos para a Kalunga. Escolhemos a impressora, estabilizador...papel. Próxima parada: ETNA.
A loja é imensa e tem o tal do circuito. É preciso percorrer tudo até a saída. Nenhum sacríficio exceto pelos cinco ou seis xixis devido a muita água e uma barriga de seis meses levando uma criança já bem grande... Ao contrário do que pensei nada lá é caro. O preço é justíssimo levando-se em conta a qualidade. O único aspecto, por assim dizer, ruim é a vontade que a gente passa... É tudo tão lindo!
Depois nos perdemos pra voltar pra casa... Eu teria continuado rodando até encontrar o caminho pois a mente continua masculina. Ela perguntou e um moço muito solícito ajudou. Parada na padaria para um lanche tardio. Entrou. Ficou um pouquinho e foi embora pra Santos...
As lembranças dóem...de um jeito que não dá pra explicar. É estranho ver os lugares que frequentava assiduamente, sempre com a mesma pessoa do lado. Por alguns momentos pareceu que nada tinha mudado. Talvez por dentro não tenha mesmo mudado. Mas o outside é mais poderoso. As convenções, as obrigações, as vergonhas, os orgulhos... Nós, seres humanos, fazemos tudo errado mesmo. E jogamos fora coisas de valor incalculável e IRREPETÍVEIS.
Um pouco de nostalgia. Só isso.
Estranho subir a Tuiuti de carro de novo. Sempre subo a pé. Lá em cima viramos à esquerda na Euclides Pacheco. Passei em frente ao lugar em que de alguma forma me redimi. A fachada está mais moderna. O eco das minhas palavras ainda estarão por lá? O aluno que não fazia a lição e chegava no sábado dizendo que tinha ido à missa. A missa em questão era a namorada e o lugar em que ambos tinham estado era bem profano. As rezas...os rituais... Como é bom ser jovem e estar apaixonado... Não me lembro mais como é e sei que nunca mais sentirei novamente. Não só por ter deixado a juventude em algum lugar mas também por não mais ser capaz de sentir que posso fazer tudo por alguém.
Fomos à Evolukit. Mostrei o que achei que ela precisava. Eu e minha tarefa - quase missão - de fazer a vida alheia evoluir, melhorar, crescer (a recíproca nem sempre é verdadeira). Duas estantes biblioteca... E aquela peleja pra por no carro. Detalhe: o carrinho já tinha dois pufes da TOKSTOK, aonde tínhamos ido antes. E antes dessa, compramos o carrinho do meu bebê e um kit berço também. Pagão, mijão, vira-manta... Termos do universo infantil, vasto e desconhecido para ambas.
Enfim, imagine esse carro... Mesmo assim ela levou as duas estantes desmontadas. Ah, depois para a editora DISAL pra comprar o dicionário de inglês que EU recomendei para o enésimo recomeço do inglês (esse monstro indomável). Uma rápida olhada nos E.G.U.s e descemos para a Kalunga. Escolhemos a impressora, estabilizador...papel. Próxima parada: ETNA.
A loja é imensa e tem o tal do circuito. É preciso percorrer tudo até a saída. Nenhum sacríficio exceto pelos cinco ou seis xixis devido a muita água e uma barriga de seis meses levando uma criança já bem grande... Ao contrário do que pensei nada lá é caro. O preço é justíssimo levando-se em conta a qualidade. O único aspecto, por assim dizer, ruim é a vontade que a gente passa... É tudo tão lindo!
Depois nos perdemos pra voltar pra casa... Eu teria continuado rodando até encontrar o caminho pois a mente continua masculina. Ela perguntou e um moço muito solícito ajudou. Parada na padaria para um lanche tardio. Entrou. Ficou um pouquinho e foi embora pra Santos...
As lembranças dóem...de um jeito que não dá pra explicar. É estranho ver os lugares que frequentava assiduamente, sempre com a mesma pessoa do lado. Por alguns momentos pareceu que nada tinha mudado. Talvez por dentro não tenha mesmo mudado. Mas o outside é mais poderoso. As convenções, as obrigações, as vergonhas, os orgulhos... Nós, seres humanos, fazemos tudo errado mesmo. E jogamos fora coisas de valor incalculável e IRREPETÍVEIS.
Um pouco de nostalgia. Só isso.
Sunday, 6 January 2008
L O S T
GET SOMETHING OFF YOUR CHEST: to tell someone about something that has been worrying or annoying you for a long time, so that you feel better afterwards.
De nada adianta. E talvez por isso seja mais dark falar. Eu não estou escrevendo isso pra alguém especificamente. Todos os "alguéns" da minha vida são criaturas do passado. Vanished and gone.
Eu só quero escrever. E escrever pouco, espero. Explicitar o que exatamente aflige esse peito é algo que dificilmente faço agora. Todos os seres humanos perderam seu brilho. Não confio mais em nenhum deles. Menos ainda nos que parecem mais confiáveis, bonitinhos, engomados, com título de bom cidadão, religioso, honesto... Os que mais alardeam honestidade, virtude, honra, amizade...e outras palavras bonitas...foram os que mais violaram cada uma delas.
Então só tenho o som. O vazio repleto de letras formando palavras incompreensíveis, lembranças que ardem, queimam como brasa, vento soprando no rosto vindo de algum lugar em que talvez já estive... a luz do sol que vem e vai e não aquece... gritos de um silêncio ensurdecedor.
this is the sound of the planes in the night
coming out of the darkness
and into the light
shining alarmingly
curiously bright
this is the sound of those murderous drums
the marching of footsteps
the twisting of thumbs
over and over
again here it comes
we're lost (baby come again don't let me fall)
we're lost (baby come again despite it all)
we're lost (baby come)
we're lost (baby come)
tell me the story
'bout when you were young
I want to hear it again
leave in the part
where the hero gets stung
I want to savour it
I want to play it again
this is the sound of a baby's first breath
the dying of the footsteps
the touching of flesh
to hold in your memory
to keep by yur chest
we're lost
so lost
lost
De nada adianta. E talvez por isso seja mais dark falar. Eu não estou escrevendo isso pra alguém especificamente. Todos os "alguéns" da minha vida são criaturas do passado. Vanished and gone.
Eu só quero escrever. E escrever pouco, espero. Explicitar o que exatamente aflige esse peito é algo que dificilmente faço agora. Todos os seres humanos perderam seu brilho. Não confio mais em nenhum deles. Menos ainda nos que parecem mais confiáveis, bonitinhos, engomados, com título de bom cidadão, religioso, honesto... Os que mais alardeam honestidade, virtude, honra, amizade...e outras palavras bonitas...foram os que mais violaram cada uma delas.
Então só tenho o som. O vazio repleto de letras formando palavras incompreensíveis, lembranças que ardem, queimam como brasa, vento soprando no rosto vindo de algum lugar em que talvez já estive... a luz do sol que vem e vai e não aquece... gritos de um silêncio ensurdecedor.
this is the sound of the planes in the night
coming out of the darkness
and into the light
shining alarmingly
curiously bright
this is the sound of those murderous drums
the marching of footsteps
the twisting of thumbs
over and over
again here it comes
we're lost (baby come again don't let me fall)
we're lost (baby come again despite it all)
we're lost (baby come)
we're lost (baby come)
tell me the story
'bout when you were young
I want to hear it again
leave in the part
where the hero gets stung
I want to savour it
I want to play it again
this is the sound of a baby's first breath
the dying of the footsteps
the touching of flesh
to hold in your memory
to keep by yur chest
we're lost
so lost
lost
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