Saturday, 20 September 2008

Sábado...um dia qualquer

É sábado. Chuvisca. O céu está cinza. Essa cor já foi a minha preferida. Hoje não tenho mais uma.
Lembro-me vividamente o fim do livro de Maria José Dupré que - creio - todos da minha geração leram: ÉRAMOS SEIS. Termina assim: "...cor de cinza, solidão."
Esse é meu primeiro post de verdade depois de um longo e tenebroso inverno pessoal. Honestamente ele continua... E escrever me parece muito mais difícil agora.
O que anda acontecendo no esporte, na política, na economia... comportamento, sociedade.... O que penso sobre isso não acrescentaria muito à visão de quem quer que seja.
Há tempos não ouço uma música. Sinto saudade de ouvir John Pizzarelli. E nada me relaxaria mais do que a brisa do mar e som do Samba do Avião na cabeça. Tudo imaginação.
Estou lendo um livro muito interessante: HEART, A PERSONAL JOURNEY THROUGH ITS MYTHS AND MEANINGS...by GAIL GODWIN. O coração é muito mais que "um músculo involuntário". E pulsa. Teimosamente pulsa. Sístole e diástole. O meu pulsa tanto que apresenta uma sístole extra. Arrítmico. O músculo. Intenso, o sentimento que ele bomba. O que sai, o que entra. O que entrou e nunca vai sair...

Vejo pessoas, leio coisas, falo. Como LYA LUFT em O LADO FATAL...fazemos coisas porque temos que fazer, porque elas se nos apresentam ou...forçam. Estão ali. Mas... Ela tinha um motivo. Eu também tenho um. Aliás, numa entrevista ela disse que não quer mais que o reeditem. Pena. O meu está perdido pelo mundo. É lindo, profundo, denso...verdadeiro. Como só uma mulher sabe ser.

Uma mulher...

Não fiz essas citações para ostentar uma suposta erudição. Já li muito, muito mesmo. Mas faz tempo. Aprendi um bocado de coisas e esqueci quase tudo. Minha alma num cárcere. Que poderia ser doce. Se o doce aqui estivesse...

Árido.

Ainda há algo por aqui. Gritinhos e risinhos me mantêm de pé. Às vezes. Lembro-me agora da Rosângela falando que "cheirava" a respiração do filho. E foi a primeira coisa que fiz quando chegamos da maternidade. Estava feliz e inteira, completa. Realmente completa... Também cheirei. O cheiro doce do amor.

Agora ele dorme.

Por hoje é só.

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