Tuesday, 29 January 2008

Aniversário de São Paulo

No feriado de aniversário de São Paulo fica claro que a cidade não pára mesmo.
Na estação Sé do metrô o formigueiro hipnotiza com seu vai-e-vem. A atmosfera parece menos tensa que nos frenéticos dias úteis. Mas quando um rapaz passa correndo e atrás dele os seguranças, todo o sentimento de compaixão pela cidade se esvai. Estamos sim numa selva de pedra, árida e triste.
Dois amigos de mais de década se encontram novamente depois de sete anos de cartas, telefonemas, emails. Caminham pelo centro sentindo-se alvos móveis. A cidade mostra suas caras. E não há poesia. Tudo é aristocrático, rígido, comercial.
O paulistano não vive. Ele dá plantão, cumpre escala, expediente.
Nada mais apropriado que um bate-papo sob um céu cinza.

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