Depois de muito tempo sem andar pelas ruas do Tatuapé, voltei lá ontem. Tudo continua igual. Desde lembranças mais longínquas, de quatro, cinco anos atrás...e outras mais recentes e não menos vivas...voltaram.
Estranho subir a Tuiuti de carro de novo. Sempre subo a pé. Lá em cima viramos à esquerda na Euclides Pacheco. Passei em frente ao lugar em que de alguma forma me redimi. A fachada está mais moderna. O eco das minhas palavras ainda estarão por lá? O aluno que não fazia a lição e chegava no sábado dizendo que tinha ido à missa. A missa em questão era a namorada e o lugar em que ambos tinham estado era bem profano. As rezas...os rituais... Como é bom ser jovem e estar apaixonado... Não me lembro mais como é e sei que nunca mais sentirei novamente. Não só por ter deixado a juventude em algum lugar mas também por não mais ser capaz de sentir que posso fazer tudo por alguém.
Fomos à Evolukit. Mostrei o que achei que ela precisava. Eu e minha tarefa - quase missão - de fazer a vida alheia evoluir, melhorar, crescer (a recíproca nem sempre é verdadeira). Duas estantes biblioteca... E aquela peleja pra por no carro. Detalhe: o carrinho já tinha dois pufes da TOKSTOK, aonde tínhamos ido antes. E antes dessa, compramos o carrinho do meu bebê e um kit berço também. Pagão, mijão, vira-manta... Termos do universo infantil, vasto e desconhecido para ambas.
Enfim, imagine esse carro... Mesmo assim ela levou as duas estantes desmontadas. Ah, depois para a editora DISAL pra comprar o dicionário de inglês que EU recomendei para o enésimo recomeço do inglês (esse monstro indomável). Uma rápida olhada nos E.G.U.s e descemos para a Kalunga. Escolhemos a impressora, estabilizador...papel. Próxima parada: ETNA.
A loja é imensa e tem o tal do circuito. É preciso percorrer tudo até a saída. Nenhum sacríficio exceto pelos cinco ou seis xixis devido a muita água e uma barriga de seis meses levando uma criança já bem grande... Ao contrário do que pensei nada lá é caro. O preço é justíssimo levando-se em conta a qualidade. O único aspecto, por assim dizer, ruim é a vontade que a gente passa... É tudo tão lindo!
Depois nos perdemos pra voltar pra casa... Eu teria continuado rodando até encontrar o caminho pois a mente continua masculina. Ela perguntou e um moço muito solícito ajudou. Parada na padaria para um lanche tardio. Entrou. Ficou um pouquinho e foi embora pra Santos...
As lembranças dóem...de um jeito que não dá pra explicar. É estranho ver os lugares que frequentava assiduamente, sempre com a mesma pessoa do lado. Por alguns momentos pareceu que nada tinha mudado. Talvez por dentro não tenha mesmo mudado. Mas o outside é mais poderoso. As convenções, as obrigações, as vergonhas, os orgulhos... Nós, seres humanos, fazemos tudo errado mesmo. E jogamos fora coisas de valor incalculável e IRREPETÍVEIS.
Um pouco de nostalgia. Só isso.
Estranho subir a Tuiuti de carro de novo. Sempre subo a pé. Lá em cima viramos à esquerda na Euclides Pacheco. Passei em frente ao lugar em que de alguma forma me redimi. A fachada está mais moderna. O eco das minhas palavras ainda estarão por lá? O aluno que não fazia a lição e chegava no sábado dizendo que tinha ido à missa. A missa em questão era a namorada e o lugar em que ambos tinham estado era bem profano. As rezas...os rituais... Como é bom ser jovem e estar apaixonado... Não me lembro mais como é e sei que nunca mais sentirei novamente. Não só por ter deixado a juventude em algum lugar mas também por não mais ser capaz de sentir que posso fazer tudo por alguém.
Fomos à Evolukit. Mostrei o que achei que ela precisava. Eu e minha tarefa - quase missão - de fazer a vida alheia evoluir, melhorar, crescer (a recíproca nem sempre é verdadeira). Duas estantes biblioteca... E aquela peleja pra por no carro. Detalhe: o carrinho já tinha dois pufes da TOKSTOK, aonde tínhamos ido antes. E antes dessa, compramos o carrinho do meu bebê e um kit berço também. Pagão, mijão, vira-manta... Termos do universo infantil, vasto e desconhecido para ambas.
Enfim, imagine esse carro... Mesmo assim ela levou as duas estantes desmontadas. Ah, depois para a editora DISAL pra comprar o dicionário de inglês que EU recomendei para o enésimo recomeço do inglês (esse monstro indomável). Uma rápida olhada nos E.G.U.s e descemos para a Kalunga. Escolhemos a impressora, estabilizador...papel. Próxima parada: ETNA.
A loja é imensa e tem o tal do circuito. É preciso percorrer tudo até a saída. Nenhum sacríficio exceto pelos cinco ou seis xixis devido a muita água e uma barriga de seis meses levando uma criança já bem grande... Ao contrário do que pensei nada lá é caro. O preço é justíssimo levando-se em conta a qualidade. O único aspecto, por assim dizer, ruim é a vontade que a gente passa... É tudo tão lindo!
Depois nos perdemos pra voltar pra casa... Eu teria continuado rodando até encontrar o caminho pois a mente continua masculina. Ela perguntou e um moço muito solícito ajudou. Parada na padaria para um lanche tardio. Entrou. Ficou um pouquinho e foi embora pra Santos...
As lembranças dóem...de um jeito que não dá pra explicar. É estranho ver os lugares que frequentava assiduamente, sempre com a mesma pessoa do lado. Por alguns momentos pareceu que nada tinha mudado. Talvez por dentro não tenha mesmo mudado. Mas o outside é mais poderoso. As convenções, as obrigações, as vergonhas, os orgulhos... Nós, seres humanos, fazemos tudo errado mesmo. E jogamos fora coisas de valor incalculável e IRREPETÍVEIS.
Um pouco de nostalgia. Só isso.

1 comment:
Accidenti...eri al Tatuapé...peccato che non ci siamo visti.
Un grande abbraccio.
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