Wednesday, 9 January 2008

MEMOIRS

Depois de muito tempo sem andar pelas ruas do Tatuapé, voltei lá ontem. Tudo continua igual. Desde lembranças mais longínquas, de quatro, cinco anos atrás...e outras mais recentes e não menos vivas...voltaram.

Estranho subir a Tuiuti de carro de novo. Sempre subo a pé. Lá em cima viramos à esquerda na Euclides Pacheco. Passei em frente ao lugar em que de alguma forma me redimi. A fachada está mais moderna. O eco das minhas palavras ainda estarão por lá? O aluno que não fazia a lição e chegava no sábado dizendo que tinha ido à missa. A missa em questão era a namorada e o lugar em que ambos tinham estado era bem profano. As rezas...os rituais... Como é bom ser jovem e estar apaixonado... Não me lembro mais como é e sei que nunca mais sentirei novamente. Não só por ter deixado a juventude em algum lugar mas também por não mais ser capaz de sentir que posso fazer tudo por alguém.

Fomos à Evolukit. Mostrei o que achei que ela precisava. Eu e minha tarefa - quase missão - de fazer a vida alheia evoluir, melhorar, crescer (a recíproca nem sempre é verdadeira). Duas estantes biblioteca... E aquela peleja pra por no carro. Detalhe: o carrinho já tinha dois pufes da TOKSTOK, aonde tínhamos ido antes. E antes dessa, compramos o carrinho do meu bebê e um kit berço também. Pagão, mijão, vira-manta... Termos do universo infantil, vasto e desconhecido para ambas.

Enfim, imagine esse carro... Mesmo assim ela levou as duas estantes desmontadas. Ah, depois para a editora DISAL pra comprar o dicionário de inglês que EU recomendei para o enésimo recomeço do inglês (esse monstro indomável). Uma rápida olhada nos E.G.U.s e descemos para a Kalunga. Escolhemos a impressora, estabilizador...papel. Próxima parada: ETNA.

A loja é imensa e tem o tal do circuito. É preciso percorrer tudo até a saída. Nenhum sacríficio exceto pelos cinco ou seis xixis devido a muita água e uma barriga de seis meses levando uma criança já bem grande... Ao contrário do que pensei nada lá é caro. O preço é justíssimo levando-se em conta a qualidade. O único aspecto, por assim dizer, ruim é a vontade que a gente passa... É tudo tão lindo!

Depois nos perdemos pra voltar pra casa... Eu teria continuado rodando até encontrar o caminho pois a mente continua masculina. Ela perguntou e um moço muito solícito ajudou. Parada na padaria para um lanche tardio. Entrou. Ficou um pouquinho e foi embora pra Santos...

As lembranças dóem...de um jeito que não dá pra explicar. É estranho ver os lugares que frequentava assiduamente, sempre com a mesma pessoa do lado. Por alguns momentos pareceu que nada tinha mudado. Talvez por dentro não tenha mesmo mudado. Mas o outside é mais poderoso. As convenções, as obrigações, as vergonhas, os orgulhos... Nós, seres humanos, fazemos tudo errado mesmo. E jogamos fora coisas de valor incalculável e IRREPETÍVEIS.

Um pouco de nostalgia. Só isso.

1 comment:

MFS Equipe ♪ said...

Accidenti...eri al Tatuapé...peccato che non ci siamo visti.
Un grande abbraccio.